domingo, 6 de janeiro de 2013

Carrancas / MG - A cidade e cachoeiras



“De onde você tirou esse lugar, Manu?”. Essa foi a pergunta que o Leo me fez quando sugeri Carrancas para a nossa viagem do feriado de 15 de novembro. Até o momento eu não sei exatamente onde/quando foi que eu tomei conhecimento desta cidade. Através de algum blog, provavelmente... A única coisa que decorei foi o fato de Carrancas ser “a terra das cachoeiras”. E desde que pisei pela primeira vez em uma cachoeira, curiosamente na data de início da Era de Aquarius, desenvolvi uma paixão pela energia incrível das águas doces. Então, se aquele lugar era exatamente a terra delas, não tinha com não ser bom, certo?
Essa foi mais uma viagem fechada no deadline (sim, somos especialistas nisso). Nessas horas, temos uma sorte danada de morar no Rio de Janeiro, que é cheinho de opções deliciosas e, ainda por cima, podemos recorrer aos vizinhos São Paulo e – principalmente - Minas Gerais. E pra quem gosta de se esconder no meio do mato, minha querida Minas nunca decepciona.

Crédito: eu.


A Cidade
Carrancas está situada em Minas Gerais, pouco depois de Tiradentes, na chamada Estrada Real. Partindo do Rio de Janeiro, são cerca de 400km até lá ou 5h15 de carro, 3 pedágios, estradas boas e também estradas de terra, e uma serra. Uma hora vc chega!
Nós fomos até Barbacena pela BR040 e seguimos em direção a São João del Rei pela BR265 até chegar em Itutinga (cidade antes de Lavras). Então entramos em Itutinga para pegar a MG451 até Carrancas – são 27 kms até lá.
A cidade de Carrancas é bem pequena, mas conta com alguma infra-estrutura: alguns (poucos) restaurantes, um mercado, uma farmácia, uma agência da Caixa (acho), agências de turismo e, claro, uma pracinha com igreja e coreto. Celular pega bem marromeno e não tô lembrando se aceitam cartão de crédito com frequência, então vá preparado. A vida noturna parece inexistente, pelo menos nós não identificamos nada além da festa à fantasia no bar/boate da cidade cujo prêmio para o 1o. colocado era um pen drive com músicas selecionadas pelo DJ. Ficamos lá 4 dias: não deu para conhecer tudo, mas foi o suficiente para uma única viagem.

Tem que ter praça com igreja e coreto. Crédito: eu.




Hotel
A pousada foi escolhida através do Guia 4 Rodas, que gosto bastante. Ficamos com a “Verde Em Cantos” e não nos arrependemos: os chalés são bem confortáveis, com decoração rústica e aconchegante, lareira para espantar o frio do inverno (no nosso caso, nem usamos), banheiro bom, varandinha que foi muito bem usada à noite para apreciar as estrelas do maravilhoso céu carranquense e donos muito, mas muito simpáticos. O Éder e a Solange realmente nos conquistaram com o carisma e cuidado deles. Só o café da manhã é que me decepcionou um pouquinho, mas levem em consideração que sou bem exigente neste quesito... De resto, tudo perfeito. É bom atentar também que a pousada fica na estrada para a cidade, e não no centrinho. Mas como não tem absolutamente nada a fazer em Carrancas (ou quase isso, rsrs), isso não foi um problema, pelo contrário, a estrutura dela não ia ser possível no centro. Super indico essa pousada.
 
 

Passeios
 
Já sei que vou começar a pieguice, igual quando descrevi as praias do Litoral Norte. Mas a verdade é: as cachoeiras de Carrancas são lindíssimas e isso vocês verão pelas fotos. Então vou ser bem breve ao descrevê-las, combinado?
Um ponto importante antes de iniciar essa parte é: durante a pesquisa pré-viagem, li em muitos lugares que, em Carrancas, é essencial a contratação de um guia para achar as cachoeiras. Olha, não quero ninguém perdido pelo mato, mas achamos isso um exagero. Obviamente, só posso falar do que fiz, e nesse caso, conseguimos nos virar muito bem e obrigado pela cidade (tá, com direito a se perder algumas vezes, mas isso também faz parte). Agora é uma verdade que as cachoeiras não são bem sinalizadas, então converse com as pessoas para descobrir as melhores formas de se chegar onde quer.

Cachoeira da Fumaça: vou começar pelo cartão-postal da cidade. Visitamos a cachoeira da Fumaça numa manhã, quando o tempo ainda estava fechado (enquanto estivemos lá, todos os dias amanheceram nublados, no melhor estilo San Francisco way of weather, mas logo depois abria um sol lindo). Sinceramente, não vi nada demais, ainda porque é a única cachoeira poluída da cidade – uma tristeza. Não conhecemos mais nenhuma outra cachoeira desse percurso, então não posso opinar sobre as demais. (viram, eu não elogio tudo... rsrs)

As minhas fotos ficaram horrorosas, então tive que pegar emprestado do Google. Crédito: aqui.


Cachoeira do Moinho: essa cachoeira está bem pertinho da pousada, então, assim que chegamos no hotel, trocamos de roupa e zarpamos para lá para lavar a alma, por indicação do Éder. Para chegar a ela existe uma trilha que tá mais para um caminho, bem tranquilo de se percorrer. Ficamos na primeira cachoeira do complexo (que tem mais uma ou duas cachoeiras), mergulhamos naquelas águas geladas... e pronto, o tempo virou e começou a chover. E não é que foi uma delícia? Nessas horas a minha única preocupação é com tromba-d’água, mas eu já tinha questionado o Éder e, segundo, ele isso não seria um problema. Pelo que vi, também achei difícil ter algum risco – olha eu, achando que entendo alguma coisa de cachoeira! Rsrs Então tratei de curtir. Foi uma dupla lavagem de alma!

Cachoeira do Tira Prosa: essa cachoeira foi um pouco mais difícil de achar... Talvez porque ela não esteja entre os circuitos mais famosos, então não tem placa nenhuma sinalizando o caminho. Infelizmente, graças ao meu sensor aranha totalmente atrapalhado, não conseguirei dar dica nenhuma por aqui, mas pergunta lá na cidade que alguma alma vai saber te explicar. O acesso a ela, em compensação, é bem fácil: você estaciona num pasto enorme e daí é só descer um pedacinho, não tem trilha nem nada. Ela não é linda, mas é bem gostosinha.

Monte Teta: no fim da tarde do primeiro dia, decidimos ir ao Monte Teta ver o pôr-do-sol porque tínhamos lido em algum blog que era de chorar. Rodamos um pouco e chegamos num local que achamos que é o tal do Monte Teta, mas não existe nenhuma placa ou mapa que confirme isso. Pelo menos , o pôr do sol estava a altura. Pena que, pra variar, não sei explicar direito como chegar. Só sei que, na estrada de chegada a Carrancas, você tem que virar à direita (na direção de quem está indo para a cidade) na altura da entrada da Pousada XPTO (pergunte onde você está hospedado se eles sabem o nome dessa pousada). De lá, seguimos em linha reta, atravessando todos os portões que estavam pelo caminho, nem sei se são propriedades particulares, porque não tem absolutamente nada por lá, nem uma casa, nem nada. Os portões ficam fechados, mas não trancados, então é só abrir – e fechar de volta, por favor. Chegamos por volta das 18h00 / 18h30 e realmente fez um espetáculo de pôr do sol. Vale a pena!



Crédito: eu.

Racha da Zilda: ponto alto do passeio! Mais uma vez decidimos ir sozinhos, mas para entrar no cânion, é obrigatória a presença de um guia. Fechamos então com a EcoAdventure, que é a única empresa com guias com permissão para te levar para dentro do cânion. O passeio fica em R$30 por pessoa, mais R$20, se você quiser alugar roupa de neoprene (nota: faça isso ou leve a sua, porque a água é MUITO gelada). Pagamos na central da EcoAdventure no centrinho da cidade e partimos sozinhos para o Complexo da Zilda. Esse é o complexo mais famoso da cidade e também tem pouquíssimas placas. O macete é ir seguindo os marcos da Estrada Real, que acompanham boa parte do caminho. Na agência eles explicaram tudo direitinho pra gente, então não teve erro. Ao chegar no Complexo, você dará num imenso pasto onde os carros estarão estacionados. Lá tem uma plaquinha dando os direcionamentos, mas basicamente é o seguinte: do lado esquerdo de quem entra neste pasto estão a cachoeira dos Índios e da Zilda; no lado direito, o escorregador da Zilda e em frente a entrada para a cachoeira dos Anjos e a Racha da Zilda. No terceiro caminho tem uma guaritinha onde você paga uma quantia simbólica pela entrada (acho que eram R$2 por pessoa) e aproveita para pegar informações. A trilha para a Racha é um pouco mais pesada, em meio às pedras, que vc sobe e desce o tempo todo, uma travessia pelo rio, mas também não é nada tão difícil... Tinha gente carregando até cachorro! Só não aconselho para quem é um pouco mais velho e acho perigoso para crianças também. São uns 15 minutos até a chegada, então não dá tempo de matar ninguém, rs. Chegamos por volta do meio-dia, que é a melhor hora por conta do posicionamento do sol. Os raios entram pelo cânion e a água fica verdinha, uma lindeza. O guia que fez a nossa travessia foi o simpático Jesus (que nome apropriado para um guia, rsrs). Na entrada, vc passa pelo poço do Sonrisal, que pode até dar algum medinho, mas nessas horas é só mentalizar “Se a Manu foi....”. É tiro e queda! Rsrs O cânion tem três galerias, sendo a última com uma cachoeira (ih, estraguei a surpresa!). Muito lindo! É uma experiência bem legal!

Crédito: eu.

Também tive que pegar essa foto do Google. Crédito: Os Teixeiras.



Cachoeira dos Anjos: a cachoeira da entrada da racha é simplesmente uma das mais bonitas que vimos! Depois do passeio, você pode ficar por lá, tomando aquele banho delícia ou, se for mais aventureiro, fazer rapel com o outro guia que fica por lá. Eu preferir só curtir a água geladinha mesmo, então não sei explicar sobre isso, mas perguntando na EcoAdventure não deve ter erro.

Crédito: eu.



Cachoeira dos Índios: também entrou para a minha lista de favoritas. Ela fica do lado do restaurante que almoçamos, um acesso meeeega fácil. Não tem nenhuma grande queda d’agua, mas é uma graça, com partes planas para deitar e pegar sol, do jeitinho que eu curto.

Delicinha, não? Crédito: eu.


Cachoeira da Zilda: fomos já no fim do dia. Atravessando a cachoeira dos Índios começa a trilha para a Zilda. É uma trilha fácil também, sem grandes dificuldades. Essa é uma das cachoeiras mais faladas do local, mas provavelmente porque fomos num horário que não batia sol na cachoeira, não achei grandes coisas. Preciso voltar para falar melhor sobre.

Complexo da Vargem Grande: outro local bem fotogênico, embora não seja o mais legal para ficar. O acesso é facinho, facinho, e ainda é no caminho para o Poço da Esmeralda.




Na trilha. Crédito: eu.


O bar da entrada do Complexo Vargem Grande. Crédito: eu.


Poço da Esmeralda: tem esse nome por conta da água, que é verdinha. Minhas fotos não ficaram a altura, mas é um local bem bonito. Ao fundo tem uma queda-d’àgua pequena, onde vc pode sentar nas pedras e ficar recebendo a massagem natural. Ô delícia!

Ó eu lá no fundo. Crédito: Leo.


Nossa, isso porque eu ia ser sucinta, né? Como este post já está muito grande, falo num próximo sobre os lugares para comer.

Beijos,
Manu

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Litoral Norte / BA - Gastronomia

Agora sim: as dicas gastronômicas. Confesso que não tinha muita expectativa nesta viagem, já que não sou dada a acarajés, vatapás e afins. E não é que me surpreendi bonito? Comemos cada prato que, só de lembrar, dá dor no coração de saber que os restaurantes não têm filiais aqui no Rio (alô, Terreiro Bahia!). Preparem-se então para ver muitas fotos de dar água na boca.


Restaurante Porto Forte: esse foi o primeiro restaurante que visitamos. Fomos na hora do almoço, naquele esquema “praia-almoço-praia”. Pedimos um ensopado (moqueca sem azeite de dendê, que eu não gosto) de peixe, que veio acompanhado de arroz, aquela farinha amarela ma-ra-vi-lho-sa que só a Bahia tem, pirão e, obviamente, uma cervejinha pra brindar. Estava bem gostoso, embora não seja o melhor restaurante da viagem. Outra vantagem é o preço, que nos pareceu bem justo.

Endereço: não achei na web, eu acho que é na Rua Aurora, em frente à pousada Aloha, mas não tenho certeza.


A felicidade do carioca ao ver a moqueca linda. Créditos: eu.


Restaurante Terreiro Bahia: não tenho palavras para descrever esse restaurante. Já sabíamos que ele era o mais hypado da região, depois de tanto ler sobre ele e a Tereza Paim, a chef do local. Então estávamos com as expectativas nas alturas. E não é que ele conseguiu surpreender mesmo assim? Escolhemos o camarão com molho de mangaba e gengibre e arroz de coco e vou te falar: é de comer rezando. Para beber, eles são muito famosos por suas caipirinhas, que dispensamos, pois tínhamos uma estrada a nossa espera. De qualquer forma, ele entrou para os “Top Restaurantes” que já fui, com certeza.

Endereço: Av ACM s/nº - é a avenida principal - Praia do Forte



Crédito: eu.



Restaurante À Sombra da Mangueira: este é o tal do restaurante que citei quando falei sobre a praia de Itacimirim. Chegamos por volta das 15h para o almoço e o restaurante estava bem cheio, mas ainda tinha mesas disponíveis. Acho que exatamente o fato de estar cheio é que deu um charme especial para o local: eram várias mesas de famílias e amigos, todos rindo e conversando, num clima muito gostoso. Fora que, como já era de se esperar, as mesas ficam embaixo de uma mangueira enorme, linda. Parecia um grande quintal em festa. Para ficarmos mais felizes, pedimos uma moqueca de camarão, acompanhada de arroz, a tal da farinha amarela e pirão. A moqueca lá leva uma cobertura de queijo que dá um toque todo especial, do tipo melhor moqueca que já comi! Para beber ficamos com a jarra de água de coco. Agora, pensando bem, deveríamos ter pedido a jarra de suco de manga, para fazer jus ao nome do lugar. Vale a visita!

Endereço: Rua do Diogo, s/n – Vila do Diogo


Crédito: eu.



Restaurante Risoteria Terra Brasil: esse vale uma explicação pessoal: eu amo risoto. AMO do tipo “muita coisa”! É um dos meus pratos favoritos, e não importa do que seja – camarão, funghi, vale tudo. Isso deve dar uma dimensão da minha reação quando vi que tinha uma risoteria em plena Praia do Forte. Como neste dia já tínhamos a missão de ir ao Terreiro Bahia, deixamos para outra oportunidade. Dois dias depois, lá estávamos nós, cheios de fome e vontade de comer. Chegamos umas 21h e estava bem cheio. Mas, como a vontade era muita, colocamos o nome na lista de espera e aguardamos. Quando conseguimos sentar, nosso prato já estava escolhido: risoto de camarão com coco verde, que era a especialidade da casa. E com especialidade da casa não se discute. Tava bem bom! ;) Para beber: coca-cola, né, porque nós não estávamos em Praia do Forte; mas você, que se hospedará por lá que eu tenho certeza, pode arriscar um vinhozinho branco para acompanhar.

Endereço: Av ACM s/nº - é a avenida principal - Praia do Forte (nada tem número nessa avenida, meu Deus?)



Crédito: eu.


Restaurante Mar Aberto: esse nós também já tínhamos lido sobre e estava muito bem recomendado. Ele fica em Arembepe mesmo, o que foi ótimo, pois o visitamos no dia em estávamos sem carro. Sabíamos que a especialidade da casa era moqueca, mas como isso se passa em praticamente todos os restaurantes da região e já estávamos meio fartos de tanta moquecada, fomos no peixe frito, com arroz, feijão mulatinho (<3), farinha e vinagrete. Bem delícia! Era exatamente o que queríamos aquela altura! Se você estiver em Arembepe, acho que ele é a melhor opção (até porque, não se iludam, não têm muitas...)

Endereço: Largo São Francisco, 43 – Arembepe

Crédito: eu.


Quiosque Porto da Jangada: esse quiosque foi uma grata surpresa. Estávamos na praia de Imbassaí quando avistamos um quiosque com espreguiçadeiras. Naquele momento, a missão de andar até a Praia de Santo Antônio foi imediatamente trocada pela árdua tarefa de passar a tarde estirado numa das espreguiçadeiras. Só que era hora do almoço e estávamos com fome. Foi quando decidimos comer no quiosque, mesmo depois do susto com os preços da Praia da Espera. Escolhemos um peixinho frito, que era negociado de acordo com o tamanho do peixe: eles trouxeram para nós quatro peixes e escolhemos qual queríamos. Qual foi a nossa surpresa quando chegou o prato: um peixe lindo, deitado num berço de repolho roxo com banana, manga e abacaxi. Gente, era uma pintura! Literalmente para comer com os olhos. Tudo isso na mordomia de comer na praia, nem precisava sair da areia. Muito bom!

Endereço: Praia de Imbassaí, lado esquerdo - Imbassaí

Uma pena que a foto não ficou a altura do prato... Crédito: eu.


Restaurante e Pizzaria Passione: foi onde comemos na noite de Réveillon. Inacreditavelmente, a maioria dos restaurantes fecha por volta das 18h do dia 31, mas graças a Deus, pelo menos alguns – entre eles o Passione – ficavam abertos para alimentar pobres almas famintas como Leo e eu. Depois de tanto peixe e frutos do mar, queríamos algo diferente: ou carne ou massa. Acabamos ficando com massa mesmo. Pedimos então a especialidade da casa, como sempre. O prato se chama Passione (muito original!) e é um tagliatelli com camarão, presunto de Parma e manjericão, tudo dentro de um pão/pizza branca, em quantidade suficiente para me alimentar por toda a primeira semana de 2013! É sério, é muita comida. O prato é bem gostoso, recomendo.

Endereço: Av ACM s/nº - é a avenida principal - Praia do Forte (pelo menos eu tenho uma referência, é beeem no início, de quem vem de fora da Praia do Forte. Perto do Itaú.)

Ceia de Reveillón. Crédito: eu.




Enfim, essa foi uma viagem deliciosa (literalmente), o que precisávamos para relaxar e curtir bastante. Ficamos bem impressionados com as praias e gastronomia, mas principalmente com a simpatia do povo baiano, que tem um astral incrível. Uma ótima maneira de começar 2013 com bastante axé. :)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Litoral Norte / BA - Praias

O primeiro post não tinha como ser sobre outro assunto que não a viagem ma-ra-vi-lho-sa de Reveillon 12/13. Como todo casal bem planejado (#sóquenão!), começamos a pesquisar sobre uma possível viagem de Ano Novo no início de dezembro. Sim, dezembro. E cheios de exigências. Tinha que ser de milhas. Com vôo direto. Em horários razoáveis. E, de preferência, para o Nordeste. Tá bom ou quer mais? rsrs Definido isto, partimos para a busca sem fim por possíveis destinos...

O Destino:

Quem levou a melhor nessa foi Salvador. Fechamos a ida por 20mil milhas na GOL e 10mil milhas na TAM por pessoa. Daí para o Litoral Norte foi só uma questão de eu resgatar na minha memória as fotos que eu já tinha visto da praia da Vila de Diogo e pesquisar um pouco mais sobre as redondezas. O fato de ser bem perto da capital baiana também colaborou na decisão, pois a idéia era encontrar um local que fosse acessível para evitar estresses com deslocamento/engarrafamento/etc. Para chegar até o hotel, e também para facilitar a locomoção entre as praias, optamos por alugar um carro. A Estrada do Coco, a via que leva até o Litoral Norte, é ótima e bem sinalizada, realmente surpreendeu os dois cariocas aqui, acostumados a rodar por estradas que vou te contar... O pedágio custa R$7 no fim de semana (e acho que R$4,50 durante a semana, mas não tenho certeza).

Hotel:

Tanto “planejamento” faz com que as opções sejam bem menores e que você tenha que se virar com o que resta, não tem jeito. No caso da escolha do hotel, não tivemos nem opção: era o único disponível no Booking.com (excluindo, claro, alguns resorts na faixa dos R$5mil que eu dispensei porque, bem... não sou muito fã de resorts, sabe? Rsrs). Por esse motivo o nosso “pouso” foi em Arembepe, mais precisamente na Pousada Gipsy. É um hotel bem simples – eu disse: beeeem simples -, mas que atendeu as nossas necessidades, que naquele momento se traduziam em apenas duas palavras: AR CONDICIONADO! Hahaha. Além do quarto, a pousada tem uma piscina marromeno, um café-da-manhã que dispensei todos os dias para poder dormir mais meia-horinha e um staff bastante simpático. Para pessoas mais planejadas, recomendo que procurem outros lugares, até porque à noite você vai, invariavelmente, para Praia do Forte e estar em qualquer outro lugar significa que você terá que pegar carro e estrada.


As Praias:

É importante frisar um detalhe que até o momento eu não comentei: essa foi a minha primeira ida à Bahia e olhe, fiquei passada! A cada praia que eu pisava, eram necessários uns 10 minutos até eu “digerir” tanta beleza. Até o momento eu ainda não sei dizer qual delas é a mais bonita, então deixo que as fotos falem por mim.

Praia do Forte - Foi a praia para onde rumamos no primeiro dia. Era a sexta-feira pré-reveillón e acredito que isso deve ter feito alguma diferença, pois ainda não estava tãão cheia quanto imagino que deva ficar. Entramos na praia pela praça da Igreja, que é o ponto mais movimentado por conta da infraestrutura. É lá que ficam os restaurantes, o trecho da praia com mesas e cadeiras e muita, muita gente. Fomos caminhando pelo lado direito da praia, que rapidinho já fica mais vazia, e paramos em alguns pontos até chegar no resort Tivoli. A Praia do Forte é perfeita para você passar o dia, pois o centrinho fica muito perto da praia em si, então dá para fazer aquela pausa gastronômica pro almoço no meio do dia e depois voltar pra siesta (adoooooro!). Ficamos até bem tarde e foi mágico. O pôr-do-sol foi um dos mais bonitos que já vi – de um lado, aquele laranjão lindo; do outro, tons de rosa e azul. Alucinante! Melhor do que isso, só a lua cheia enorme e brilhante que vimos nascer enquanto voltávamos caminhando pela praia. Leo, que a avistou primeiro, só me deu a deixa: “Prepare-se para uma das cenas mais bonitas que você já viu”. Só digo uma coisa: ele não estava errado. ;)


Anoitecendo em frente ao Tivoli. Créditos: Eu.



A lua que eu te dei... Créditos: Eu.


Praia de Guarajuba - Fomos pra Guarajuba no segundo dia. Não era bem a intenção, mas não sei onde erramos no caminho pra Itacimirim que acabamos mesmo em Guarajuba. Mais uma praia deslumbrante. E como ela é muito grande, não tem muvuca, apesar da concentração um pouco maior no único quiosque que avistamos por lá. Preferimos ficar em frente ao Vila Galé (mais uma vez seguindo os resorts hahaha). A praia é lindíssima, a única questão de Guarajuba é que, até onde fomos, não achamos nenhum local com sombra acessível e como nós não tínhamos barracas de praia, decidimos partir antes que o desastre (e o Caladril) fosse inevitável...


Ô praia fotogênica. Créditos: Eu.


Praia da Espera (Itacimirim) - Saindo de Guarajuba, resolvemos procurar a tal da praia da Espera, que era o nosso destino inicial. Chegamos já morrendo de fome, com planos de almoçar por lá. Mas desistimos: esse trecho da praia estava super lotado, com barracas com preços super faturados e atendentes sobrecarregados. Foi quando meu digníssimo namorado teve a brilhante idéia de almoçar na Vila do Diogo, mas isso eu conto melhor mais pra frente.


Praia de Santo Antônio (Vila do Diogo) - saímos do restaurante procurando o local ideal para a “digestão”, hahaha. Daí resolvemos conhecer a tal da praia de Santo Antônio. Quando chegamos já era quase fim do dia, o que nos proporcionou um fim de tarde incrível. De todas as praias que fomos, a Santo Antônio é a mais selvagem e tem a vibe mais diferente. O acesso é difícil e a vila é micro, então tem aquela aura roots que dá um charme todo especial ao local. Vimos algumas barracas de camping nas dunas, me parece que deve ser maravilhoso acampar neste lugar, mas não tinha muita cara de ser permitido. Se você me perguntar, eu ainda não sei dizer qual praia da região é a minha favorita, mas posso dizer Santo Antônio é forte candidata a esse troféu.


Pôr-do-sol na Praia de Santo Antônio. Créditos: Eu.


Praia de Arembepe - fomos para a praia de Arembepe na manhã do dia em que tivemos problemas com o carro. Como estávamos hospedados por lá, aproveitamos para conhecê-la: alugamos duas bicicletas no hotel e fomos em frente. Mais uma vez fugimos da muvuca e ficamos no canto esquerdo da praia. O mar estava mais agitado do que nas outras praias que tínhamos ido, mas isso não altera o fato de que ela é deslumbrante (nossa, tô tão repetitiva!). Ficamos morrendo de vontade de visitá-la na baixa temporada: na parte onde se concentram os restaurantes tem uma piscina natural enorme que parecia incrível, mas que, nesse dia, estava lotado! Com certeza, numa época menos disputada, aquele lugar deve ser uma delícia de se ficar.


Janis Joplin pirou aqui, tenho certeza! Créditos: Eu.


Praia de Imbassaí - assim como em todas as outras praias, o esquema é: caminhe para as laterais. Para chegar na praia, pegamos uma balsa no rio, que vai mais devagar do que as tartarugas do Projeto Tamar. Pode ser legal para andar pelo rio e tal, mas acho dispensável. A pé é super rápido. A parte próxima ao rio fica lotada, já sabendo disso, nos dirigimos para o lado esquerdo da praia, que dá exatamente na Praia de Santo Antônio. Mas paramos pelo caminho mesmo, em uma barraca delícia com espreguiçadeiras, guarda-sol e toda essa infraestrutura que sempre dispensamos. Apesar de ter quiosques, só de sair de perto do rio, a densidade demográfica diminui consideravelmente e dá pra curtir tranquilamente tanta beleza. Mais uma praia paradisíaca para a lista!


Dolce far niente. Créditos: Eu.


Para facilitar o entendimento da localização das praias, esse mapinha abaixo ajuda muito. Podem ver que ainda tem muita praia linda para conhecer (preciso voltar!!!):




E no Viaje na Viagem, tem um mini-guia de praias da região que é dez (aqui). Vale conferir!



Por enquanto é isso. No próximo post falarei sobre os restaurantes, que foram um capítulo a parte nesta viagem.

Beijos,
Manu